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Dica de Leitura, Clube da Seda.

3 de julho de 2012

Livro: Descasos, Uma advogada às voltas com o direito dos excluidos

Autora: Alexandra Lebelson Szafir

Editora: Saraiva (2010)

Nota:  Alexandra foi acometida pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), perdendo paulatinamente o controle sobre seus membros e funções. O livro foi escrito com ajuda de um software que reconhecia a posição de seu nariz, usado como mouse para um teclado virtual, portanto esse livro foi escrito pelos movimentos do nariz dessa grande jurista.

Toda a renda obtida com a venda do livro será doada à ABRELA – Associação Brasileira de Esclerose Lateral.

Melhores preços:  http://compare.buscape.com.br/descasos-uma-advogada-as-voltas-com-o-direito-dos-excluidos-alexandra-lebelson-szafir-850208979x.html?pos=1

Resenha:

Um advogado de cadeira de rodas, incapaz de atender ao desembargador que, pela tradição, exige que ele faça de pé a sustentação oral do apelo. Um preso com processo já prescrito, esquecido nos escaninhos da Justiça. O cheiro fétido da prisão que impregna o corpo do réu que se descobre inocente.

É difícil saber o que comove mais, se são as histórias de descasos do sistema criminal que Alexandra Szafir narra ou se é o esforço incomum que ela teve de fazer para contá-las.

Alexandra é advogada criminal muito bem sucedida que, ao lado de seu trabalho em um conceituado escritório, passou anos fazendo serviços voluntários, cuidando de casos de presos em mutirões carcerários.

Da experiência deste trabalho, colecionou as histórias que conta em “desCasos” (Ed. Saraiva), lançado há alguns dias em São Paulo, como uma legítima lição de vida.

No meio de suas escritas, Alexandra foi acometida pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), perdendo paulatinamente o controle sobre seus membros e funções. Primeiro pés, depois, mãos. Enfim, fala e deglutição. Ao final, o livro foi escrito com ajuda de um software que reconhecia a posição de seu nariz, usado como mouse para um teclado virtual.

Difícil não lembrar do emocionante “O escafandro e a borboleta”, filme originado do livro homônimo de Jean-Dominique Bauby. O editor da revista Elle, vítima de um AVC, ficou sem qualquer outro movimento voluntário, à exceção do piscar do olho esquerdo. E com esse mínimo pulsar, “ditou” suas memórias.

Mas “desCasos” não deve servir como instrumento de piedade.

A autora não é sua personagem principal. Tampouco é indulgente ou tolerante em suas severas críticas, encaixadas nas dobras das crônicas que narra. O fio condutor é um brado contra o desrespeito e a desumanidade.

Seu olhar de advogada se reveste de uma indignação incontida com os descasos do sistema e não hesita em apontar para a inoperância ou indiferença alheias, que faz, no entanto, numa prosa fácil e convidativa.

Para um juiz como eu, que convivo diariamente com personagens similares aos seus Lady Laura, Luciano Capeta e Carnegundes, não deixa de ser constrangedor testemunhar a narração da crônica em que um colega atribui à falta de “casamento no papel” o ingresso do cidadão nas estatísticas criminais.

Ou perceber que um réu mal procurado no endereço de sua residência, tenha ficado tanto tempo ilegalmente preso e apenas receba do juiz a explicação de que isso é normal para quem mora em favela.

Há juízes soberbos, promotores insensíveis, advogados omissos. De tudo um pouco se encontra nos causos que ela nos conta de forma didática, permitindo aos leigos mergulhar, sem dificuldade, no horizonte penal.

Mas o sucesso de vários de seus recursos mostra, paradoxalmente, que o sistema também funciona e a busca de justiça jamais se mostra inútil. A perseverança sobra como principal aprendizado. Como ensina o desembargador Ranulfo de Melo Freire, perder o idealismo com a idade é falta de caráter.

Muitos podem dizer que a maioria dos excluídos de Alexandra mereceram as sanções que recebem, pelos males que infligiram a outros. É fato que pouco nos acostumamos a ouvir as vozes das vítimas, também elas excluídas dos processos travados mais como batalhas épicas entre promotores e advogados.

Mas o primeiro passo para respeitar a dor de quem sofreu com violações e se sente impotente, e a súplica de quem foi esquecido ou maltratado nos porões do sistema criminal, vítimas de diferentes injustiças, é aprender a ver por olhares alheios, que flagram o que muitas vezes os nossos próprios não são capazes de enxergar.

Sorte dos desvalidos que Alexandra se dignou a meter o nariz aonde não fora chamada.

E também de seus leitores, que puderam conhecer o tamanho da força de vontade desta militante que, para defender sua causa, fugiu ela mesma da prisão em que as armadilhas da vida lhe colocaram.

Texto de Marcelo Semer.

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4480257-EI16410,00-Advogada+comove+contando+descasos+do+sistema+criminal.html

Testando diversas sedas.

2 de julho de 2012

Veja no vídeo o teste realizado com diversas marcas de sedas!

Note que, quanto menos resíduos sobrarem, menos química temos na seda.

Note também que algumas marcas queimam mais uniformemente, evitando assim, o famoso “jacaré”. rsrs

Deixe sua sugestão ou crítica! ela é muito importante para nós!

29 de junho de 2012

Boa noite pessoal.

Acabei de postar no facebook sobre algumas marcas que estamos tentando trazer para o Brasil, e pensei  em expandir um pouco mais isso.

Caso você tenha alguma sugestão ou crítica, de marcas que deveríamos por à venda no nosso clube, ou qualquer outra, peço por favor que se manifeste!

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Obrigado. Conte conosco sempre!

CLUBE DA SEDA, fazendo o seu papel.

Seda papel ou tecido?

28 de junho de 2012

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Muitas pessoas se perguntam o porque do papel de enrolar ser chamado de Seda??

Aqui no Brasil a giria popular fez com que o papel de enrolar/rolling paper, mundialmente conhecido, seja comumente chamado de Seda. E o por que disso?

O Clube da Seda, por tempos tentou descobrir o por que dessa associação, e enfim podemos falar sobre o assunto!

A resposta mais plausível, se dá pelo fato de o papel de enrolar como conhecemos hoje, de diversas marcas consagradas (como OCB e Smoking por exemplo, que existem no mercado europeu a cerca de 200 anos), somente chegou ao Brasil de forma considerável,  na década de 90, antes desse período os apreciadores da arte de enrolar, podiam apenas contar com algumas marcas nacionais que não contavam com uma distribuição efetiva, ou então se utilizavam de diversos papéis presentes à sua volta.

Esses papéis, por sua vez, deveriam ser do mais fino possível e da melhor qualidade para poder apreciar o fumo da melhor maneira.

Tal associação, deu-se provavelmente porque a Seda/tecido (http://pt.wikipedia.org/wiki/Seda), “fabricada” pelo bicho da seda, é mundialmente conhecida por ser fina, quase transparente e de boa qualidade, do mesmo modo que a Seda (cigarette paper) para se fumar deveria e deve ser!

Nessa época, primórdios para alguns e ontem para outros, quando não existiam papéis de enrolar ou seda de boa qualidade, à fácil acesso, eram comumente utilizados para enrolar o cigarro, papeis de pão, papeis de caixa sapato e é claro o guardanapo de padaria!

O guardanapo de padaria! sim!! aquele da televisão que fica normalmente do lado dos canudeiro! que é chamado de Seda até por pessoas que desconhecem essa outra finalidade!!! 

Hoje a seda de padaria é apelidada por alguns de “Pure Lanche”, novamente uma associação! obviamente com produtos da marca Pure Hemp Rolling Paper! (http://www.clubedaseda.com.br/product/346005/pure-hemp-king-size).

E pra você? qual é o por que?? junte-se a nós nessa descoberta!

CLUBE DA SEDA, fazendo o seu papel!

Algumas curiosidades sobre a nossa seda de cada dia!

28 de junho de 2012

Seda  

Sedas, conhecidas também como papéis de enrolar (Rolling Papers), são pequenas folhas, rolos, ou folhas de papel que são vendidos para enrolar cigarros à mão ou com uma máquina de enrolar (também conhecido como enrolador). Quando enrola-se um cigarro, enche-se a seda com o tabaco, cravo, damiana ou outras ervas.

Formato

As sedas/papeis de enrolar, podem ser encontradas em diversas formas e embalagens, como em:

-livrinhos ou blocos (http://www.clubedaseda.com.br/product/341669/ocb-slim-organic-hemp),

-caixa (http://www.clubedaseda.com.br/product/345687/caixa-ultraeco-king-size) ou

-rolo (http://www.clubedaseda.com.br/product/341629/ocb-rolls-slim-premium)

Uso  

Atualmente, o Brasil vem seguindo a tendência Europeia e Norte Américana, onde a tributação dos cigarros “machine-made” causou desincentivo econômico para o cigarro previamente enrolado vendido em maço ou box . E com isso o mercado de  sedas, para enrolar seus próprios cigarros cresceu , tornando-se cada vez mais popular e divertido.

Além disso, as pessoas que enrolam os seus próprios cigarros podem personalizar o cigarro com qualquer mistura, de qualquer forma e tamanho que escolherem. Sedas são vendidas em diversos comprimentos e larguras, assunto esse que trataremos depois.

Composição  

Sedas são mais comumente feitas com polpa de madeira, cânhamo, linho, fibra de milho, palha de arroz ou como material de base.

Cuidado, algumas empresas podem usar esparto, o que pode conduzir a um nível ligeiramente superior cancerígeno quando queimado, mantenha-se sempre informado.

O desenho básico de um papel de enrolar é um retângulo comprido com uma estreita faixa de cola ou de goma (goma arábica) ao longo de toda uma das arestas. Hoje existem existem disponíveis sedas em vários sabores, como chocolate, morango, tequila e inimagináveis outros.

Dimensões

Os fabricantes, usam  nomenclaturas distintas (dependendo do país entre outros), que dizem respeito ao comprimento do papel:

- Single wide/Simple/Tamanho Simples (ex: OCB e RAW) ou Número 8 (ex: Smoking),

- Tamanho: 1 e ¼ (ex: OCB,UltraEco e a maioria das outras marcas), Número 9 (ex: Pure Hemp, Bob Marley papers e Smoking papers) ou Mini (ex: Skuma) – padrão mais utilizado pelas regiões norte e nordeste do Brasil.

- Tamanho: 1 e ½ ou Single (ex: Smoke) – esse padrão de tamanho dificilmente é encontrado no Brasil, mais utilizado por fumantes da Europa e Estados Unidos.

- Double wide /Tamanho Duplo (nomenclatura mais utilizada pelos fabricantes norte americanos), Slim (ex: OCB rolling papers) e King Size (ex: Lion, aLeda, Bob Marley, Pure Hemp e Smoking) – este padrão é o mais utilizado na região sul e sudeste do Brasil!

Pode-se ver que dentro da indústria, estas designações têm significados ligeiramente diferentes.

Devido aos vários tipos de sedas e as larguras reais que as empresas utilizam, as designações variam muito. Por exemplo, a designação 1 e ¼  é usada com sedas tendo larguras que variam de cerca de 1,7 polegadas a 2 polegadas, e a designação 1 e ½  é usado com sedas tendo larguras que variam de cerca de 2,4 a 3 polegadas. No entanto, o comprimento destes artigos é sempre 78 milímetros (+ / – 1 milímetro). O papel de enrolar de 1 e 1/4 também é conhecido como ” Tamanho Espanhol ” ou “Tamanho Francês” em partes do mundo.

Para entender melhor, segue esse padrão nos enviado por um de nossos fornecedores. (padrão americano! utilizado por ex: ElementS Rolling Paper)

Modo de usar

Podemos ver que existem diversas formar de apreciar a arte de enrolar, contudo, vale lembrar o mal causado pelos excessos e que esses produtos são destinado a adultos!

Assim, escolha sua seda preferida (com a nossa ajuda! rs) e aprecie com moderação! ou não! rs

Espero ter ajudado com algumas dúvidas!

Qualquer outra dúvida conta com a gente! nos siga no Twitter (https://twitter.com/clubedaseda) e curta no Facebook (http://www.facebook.com/pages/Clube-da-Seda/107906662680623)

Clube da Seda, fazendo o seu papel!

loja: www.clubedaseda.com.br

e-mail: clubedaseda@gmail.com

Bibliografia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Rolling_paper


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